voa sabiá, esse céu é seu
e traga no seu canto
o encanto do amor meu
e quando em mim pousar
ponhe-se a cantar
me faça chorar
meu sabiá
A poesia é um artífice na gerra das letras. as palavras bem arrumadas é a arma de fogo das chamas da inspiração. Quem recebe esse tiro, simplesmente morre para viver como poeta. Geraldo Neto.
CITAÇÕES
" De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar. a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra" Paulo Coelho.
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector
"Esta língua é meu berço, esta língua me conhece, esta língua é meu caixão" José Neumanne Pinto
"Poesia, música suave." Crispim
quinta-feira, 22 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Colapso de um palhaço
Que minhas palavras sejam um dia a voz dos calados pela opressão; que as minhas lágrimas lavem os desertos dos pensamentos mutilados; que os meus passos conduza à luz o palhaço triste e sem graça; pois o circo é a vida, e o espetáculo é o momento que vivemos, o palhaço triste e sem graça, sou eu, sem saber como meu sonho acordar; vou fazer tocar o piano amador, que ainda não sabe vibrar suas cordas, assim também farei chorar o acaso que no seu inesplicável infinito escondeu o luar para a poesia não poder desabrochar do triste cenário da melancolia, um sorriso e um olhar afamado.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Gozo sem fertilidade
Um sacerdote vindo da companhia
de Jesus viu uma prostituta a chorar pelas ruas vagas de Coimbra e a perguntou:
“Já que sofres assim, por que
não deixa essa vida? Chorar com dor é ser feliz?
Ela enxugando suas lágrimas
olhou para os olhos do sacerdote e respondeu:
“tudo é um enigma,
que a ciência não explica e as religiões não admite; porém tem uma resposta aos
quais todas as perguntas estão voltadas a ela. E nossa imaginação é o único
poder que temos para decifrar o mistério da vida, essas lágrimas são apenas a
água ainda não entendida , mais um dia saberemos, e vamos ver, o que perdemos
por medo, e o que aproveitamos com prazer”
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Talvez
Talvez o sol não saia
o mar não se altere
o mal não caia
uma dor que não fere
O medo do medo
talvez não espante
e as cores do desejo
talvez não encante
Mais sempre no fundo
no amargo horizonte
ache o mundo
que o talvez não encontre
terça-feira, 6 de abril de 2010
È com vocês
Estou triste mais é com vocês
Para chorar e sorrir
E na infâmia escassez
A dor passa a ferir
Se me perco, não, não me perco
Estou com vocês
E sigo além do medo
Com essa amizade que se fez
E quando morrer?
Levo comigo vocês
E todas as línguas vão ler
A amizade que nunca desfez
Retalhos Permeáveis
A vida
um filme eterno
com várias edições
suspense e ações
irrevesíveis
E a grande ficção
se associa aos poetas
observadores da sociedade
Quando pensa em mudar
o texto, seu roteiro
o universo se contrai
e ao velho modelo
tudo se atrai
A vida é o tudo
a porta do nada
porém os suicidas
do tudo, se faz nada
e em uma nova edição
se refazem
Somos os telespectadores
receptores, espectadores
passivos de nós mesmos
Somos os autores
da possibilidade
integrante imiscível
individualizado na malha impossível
dos retalhos permeáveis, a vida.
domingo, 4 de abril de 2010
Quando se consegue falar
Não se atreva
Não podemos ser mais que dois
Pois no amor, admita-se
Dois em um, unicamente
Um complemento sempre completo
Para nunca ter defeito
Apesar do meu desejo
Que cega minha visão, que tira minha razão
Gostaria que tudo fosse diferente
Um recomeço começando com o nosso amor
Sem fim, sem hora segundos e minutos
Pois a estrela que brilha no céu
Destaca-se no meio de uma constelação
E só ela tem o brilho único e original
Essa estrela é você que ainda brilha no meu firmamento
E tua vida pulsa na minha artéria
Pois sai do meu coração, e vai até a minha mão
Que está pronta para arremessar a minha desilusão
Se tu existiu só no meu pensamento
Na pura e perfeita imaginação
Meu coração não estava brincando
E enviou para o cérebro a tua inestimável feição
A face e a resposta das minhas sensações
Compondo a natureza morta e inválida pulsação
E cada um leva consigo um castigo
O cheiro de uma fragrância
A música mais tocada
O olhar fugidio e tenebroso
E no final deixa para trás, a chorar
Uma alma morta pedindo para voltar
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