Os meus versos foram apagados
Ao menos entre linhas não ficou algo submerso
A canção de um poeta desgraçado
Que vai ao ar, soprar suas dores em verso
Não restaram as últimas letras
Em que falava do amor e do bem viver
E nas lágrimas azuis que descoloriu em um papel
Confunde-se também uma história qualquer
Em que falava do meu sonho, infinito desejo
Que foi rabiscado e reescrito sem dizer o que quer
E assim, acabaram com a minha poesia
E esse castigo de viso horrores
É o cenário perverso do belo universo
E no lapidar de outrora
Cantarei a dor das palavras
Em um esbanjar de lágrimas sonoras


