CITAÇÕES


" De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar. a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra" Paulo Coelho.


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector

"Esta língua é meu berço, esta língua me conhece, esta língua é meu caixão" José Neumanne Pinto

"Poesia, música suave." Crispim






















sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lágrima de um homem


Saiu em todo canto
a cada canto falando
que o nosso amor foi uma utopia
e os sorrisos
nem mais um riso
restou nos lábios amargos
e a saudade que enloquece
o entendimento de não ser amado
e a razão não pode ser outra
apenas concordar com o ânimo de chorar
as palavras são ditas como quem ora
mais uma mulher sempre esquece de pensar
que um homem também chora

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu tenho um irmão anjo



eu tenho um irmão anjo
mas que comigo não vive
vive sim com muito sono
em um lugar que ainda não estive

mesmo assim eu tenho um irmão anjo
que me deixa sozinho a durmir
e desse modo estranho
sinto a presença perto de mim

mesmo assim não terei sobrinhos
e não me chamaram de tio
é dor que tenho sozinho

Mas eu tenho um irmão
que quando chego em casa e o chamo
ele sem querer vim me diz:
irmão não esquece que sou anjo!

Para meu irmão Gean Arquimedes Dantas Moreira ( in memorian)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Verdadeiro amigo


Quando estou só
nas adversidades do caminho
logo penso em voltar
ou voar como um passarinho
que no céu a deriva
passa a vagar em busca de sua estrela;

Vou vagar ruas e esquinas
nas madrugadas de noites idiotas
em um esbanjar de lágrimas sonoras
um palpitar desesperado do meu coração

E nas horas da vontade de se matar
no contratempo do destino ambíguo
ao meu lado passa a cantar
um cantor e verdadeiro amigo...

Mas do que companheiros, colegas, eu tenho amigos
mais do que amigos perto de mim se encontra anjos
mais do que anjos eu tenho verdadeiros amigos
mais do que verdadeiros amigos,
 
EU TENHO UM AMIGO!

O poder de amar



è direito do meu corpo sentir suas energias
a transição da agonia
ou o fluxo do amor sobresaindo;

mas é obrigação de viso horrores
dizer que não és mais minha
e eu ouvir dizer que não sou mais teu;

assim os dias passam, a estrela brilha,
o galo canta, a música toca,
a flor desabrocha, a dor dobra
e o meu amor vai embora;

o universo figura a minha raiva
a brutalidade da minha natureza,

mais deixo um recado no eco distante:

Que não perdi, apenas evitou a minha presença
tapou os ouvidos e não ouviu minha voz
e no coração lança um punhal coberto pelo fogo
desse miserável e imprestável

poder de amar...

domingo, 11 de julho de 2010

Ainda existo...



Estou numa solidão hoje
Sentindo-me só, inútil
Como um garoto sofrido, abandonado
Se sentindo uma formiga em uma multidão

Estou com meu coração ruim hoje
Sentindo um aperto tão grande
Hoje estou me sentindo tão inútil
Parece que ninguém gosta de mim

Ninguém me liga
Quero saber se eu existo
Trocam-me por coisas furteis
Tão insignificante, tão ruim, da vontade de sumir

Mas sei que é egocentrismo mesmo
Estou sendo um pouco egoísta
È aquele que refere tudo ao próprio eu
Quero as coisas só para mim...

Quero ser feliz...
Não importa se outro está ou não
Quero tirar esse aperto a todo custo
Minha felicidade esta viajando
Pelo mundo...

E me deixou aqui nessa insolúvel solidão
Estou deduzindo que vai ser infinito
Como um efeito de um veneno

Queria por meio de gestos, atos e palavras
Até por interferência dos espíritos
Ou até mesmo efeitos extraordinários da natureza
Abrir a minha alma e que ela me dê paz e esperança que tudo isso em minha vida...
Algum dia vai da certo.

Foi um sonho





Nas asas de um anjo viajei, e no encantamento de um sorriso veio meu contentamento, pensei que foi o que estava sendo, e debaixo das asas de um anjo via passar o vento, soprando meu desalento e castigando meu desejo com raios e trovões que perseguia meu caminho, ameaçando desabar todo firmamento em mim, mas estava protegido, e os pingos que vinham da chuva simulavam minhas lágrimas que molhava meus amigos e inimigos, as terras secas e impermeáveis, mas purificava toda alma. O sol nascia e se sumia as tribulações, restando só as sombras das árvores, que me protegia, enquanto vivia em um sonho

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O mundo com dono



não sou dono do mundo
mas o mundo tem dono
e quem disse que aquele imundo
é o dono do mundo
merece morrer e não ter túmulo
para que ainda morto possa ver
que o homem é o dono do mundo
e que em breve

logo ao amanhecer

meus olhos não irão ver
as paisagens de um luar
os filhos na chuva correr
ao menos os netos chorar

concerteza não vou ver
se o dono do mundo

não parar...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Aquela nuvem



Olhei as nuvens que passa
que passou no tempo quando menino
e choveu na tarde mal amada
aquela nuvem que passou devagarzinho
é a mesma que vi na madrugada

Aquela mesma tão grande e obscura
viu minha dor crua, estúpida e nua
e nessa hora volta e cobre a linda lua
para não me ver chorar vagando ruas

sábado, 3 de julho de 2010

Poeminhas



Marcando épocas

Irei fazer o meu desfecho
Da época que mais me queixo
Ora é um desejo
Ver meus sonhos, meu reflexo
Diante do espelho


Carta errada

Não dizia o remetente
Deixou-me até inconsciente
Aquela carta que tão de repente
Deixou-me um assunto pendente


Cântico melancólico

Você tão triste eu com medo de te alegrar
Pois não sei se é hora para poder te amar
Quando aproveitar a luz que brilha desse luar
Vou te desenhar na minha mente
E sonhar


Horas

As horas
As horas não passam
quantos momentos devoraram
não aproveitaram
chorarão, culparam
sem entender das horas, seu intinerário
as horas passam
sem explicação
não param

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Reticências...



Se.... Um dia....

Talvez....

se existiu.... se refez.... ou nada mudou...
Um não... o fim.... de uma grande alegria...

e nas reticências... a vida pendura....
o infinito... o acaso...
quem sabe... ponho virgula
para refletir, pode ser... chorar....

e nas reticências...
Vivo ao acaso, tentando ser...
o que jamais serei... ou talvez...

o que viverei a fazer...