Na terra das perverções
um jovem quis ser padre
e nessa vontade misteriosa
o medo frustou sua vocação
e disse " não " ao seu desejo
e sua vontade misteriosa
e depois, ele chora
amedrontado por não ir
ir ao semiário e ser um padre
hoje ele não é inoscente
um pecador, mais possui um amor
que ainda o faz pensar
Em um dia ser um jovem padre!
A poesia é um artífice na gerra das letras. as palavras bem arrumadas é a arma de fogo das chamas da inspiração. Quem recebe esse tiro, simplesmente morre para viver como poeta. Geraldo Neto.
CITAÇÕES
" De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar. a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra" Paulo Coelho.
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector
"Esta língua é meu berço, esta língua me conhece, esta língua é meu caixão" José Neumanne Pinto
"Poesia, música suave." Crispim
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Não sei mais escrever
não sei mais escrever
apenas sobrou-me como leitor
algo que a qualquer hora retorno a ler
é impossível desocupar
a cadeira da academia de letras
que forma os meus pensamentos
não importa as próximas letras
os próximos números que registram
um livro banal, mais um livro
que só a mim interessa
escrevo para que eu possa ler
alguma coisa
não importa os outros
dos outros, os grandes escritores se interessam
e eles,os outros sabem encantar
e desse proveito uma dimensão ganhar
me preocupo com as regras da minha imaginação
e a dimensão que tenho que conquistar com meus livros
pois a cada letra se eu escrever, a cada página que vou ler
tenho uma nova dimensão a ganhar
mas não sei escrever
apenas vou ler, o que escrevi...
apenas sobrou-me como leitor
algo que a qualquer hora retorno a ler
é impossível desocupar
a cadeira da academia de letras
que forma os meus pensamentos
não importa as próximas letras
os próximos números que registram
um livro banal, mais um livro
que só a mim interessa
escrevo para que eu possa ler
alguma coisa
não importa os outros
dos outros, os grandes escritores se interessam
e eles,os outros sabem encantar
e desse proveito uma dimensão ganhar
me preocupo com as regras da minha imaginação
e a dimensão que tenho que conquistar com meus livros
pois a cada letra se eu escrever, a cada página que vou ler
tenho uma nova dimensão a ganhar
mas não sei escrever
apenas vou ler, o que escrevi...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Uma história de amor
Não sou poesia, nem poema
muito menos a composição
de um cantor que não toca
alguma coisa falando de amor
Apenas sou as letras iniciais
de um poeta amador, um analfabeto compositor
que de madrugada canta, canções de amor
E entre letras e músicas
aos poucos acaba
lento, pingo a pingo, causando dor
Uma Linda História de Amor...
muito menos a composição
de um cantor que não toca
alguma coisa falando de amor
Apenas sou as letras iniciais
de um poeta amador, um analfabeto compositor
que de madrugada canta, canções de amor
E entre letras e músicas
aos poucos acaba
lento, pingo a pingo, causando dor
Uma Linda História de Amor...
sábado, 23 de outubro de 2010
Geraldo Neto, uma entrevista em versos
Locutor: E a Odontologia?
Geraldo Neto: Já afoguei o que tanto quero
Mas o bom é que vivi o que sonhei
Senti o cheiro da ambientação no meu quarto
Realizei procedimentos ao fechar os olhos
Eu vivi o que sonhei, vivi em um sonho bom
Locutor: Temos um recado de sua tia:
Luiza: Hoje levantei cedo, fiz minhas obrigações rapidinho
Para logo ouvir um poeta falar
Quando de repente ele entra no ar em outro lugar
E eu aqui a esperar
Um poeta falar
Locutor: Um dia ouvi uma criança falar que o sonho dele era ser escritor
mas não sabia como realizar, o que diz sobre isso?
Geraldo Neto: Eu engoli sonhos com uma gula vergonhosa
Mais eles existiram em mim
Inventei todo cenário, para meu sonho encenar
Mesmo sem uma realidade para começá-lo.
Assim se a realização não vinher
Eu tive o prazer de viver meu sonho
È o primeiro passo para realização...
Geraldo Neto: Já afoguei o que tanto quero
Mas o bom é que vivi o que sonhei
Senti o cheiro da ambientação no meu quarto
Realizei procedimentos ao fechar os olhos
Eu vivi o que sonhei, vivi em um sonho bom
Locutor: Temos um recado de sua tia:
Luiza: Hoje levantei cedo, fiz minhas obrigações rapidinho
Para logo ouvir um poeta falar
Quando de repente ele entra no ar em outro lugar
E eu aqui a esperar
Um poeta falar
Locutor: Um dia ouvi uma criança falar que o sonho dele era ser escritor
mas não sabia como realizar, o que diz sobre isso?
Geraldo Neto: Eu engoli sonhos com uma gula vergonhosa
Mais eles existiram em mim
Inventei todo cenário, para meu sonho encenar
Mesmo sem uma realidade para começá-lo.
Assim se a realização não vinher
Eu tive o prazer de viver meu sonho
È o primeiro passo para realização...
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A razão
Aproveito a chuva que lá fora cai
as palavras que já lá vão
para chorar os momentos que contrai
os argumentos da minha razão
E no frio do desalento
que treme meu corpo rasgado
pelas palavras de tempestade incógnita
que escreve por trás dos ventos
Andando pelos pingos cortantes
decompondo palavras, rasgando versos
como um ser pagão em oração
tremenddo sob o frio descontetente
que logo será o ar quente
De um sol, repleto da razão
as palavras que já lá vão
para chorar os momentos que contrai
os argumentos da minha razão
E no frio do desalento
que treme meu corpo rasgado
pelas palavras de tempestade incógnita
que escreve por trás dos ventos
Andando pelos pingos cortantes
decompondo palavras, rasgando versos
como um ser pagão em oração
tremenddo sob o frio descontetente
que logo será o ar quente
De um sol, repleto da razão
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Na capela Cistina
Vou à capela Cistina rezar uma oração aproximar-me daquele paraíso inatingível
desafiando a impossibilidade de alcançar a perfeição que exprime a beleza arquitetada
a fé em um céu imaginável. Os olhos cegam com o brilho interior que vai jorrando pelo seu corpo, adentrar naquela imensidão é suplicar uma entrada no céu, onde tudo que foi prometido é cumprido, onde a vida torna-se inesgotável, farei minha oração na capela Cistina, onde existe outros templos onde eu possa rezar, mais na Cistina quero atingir aquela paraíso inatingível, edificar todo meu ser como as colunas que sustetam todo aquele firmamento, um céu abaixo de outro céu, é na capela Cistina que quero rezar, ser lua e ser estrela, um passarinho a vagar, ou simplesmente um pecador a rezar...
desafiando a impossibilidade de alcançar a perfeição que exprime a beleza arquitetada
a fé em um céu imaginável. Os olhos cegam com o brilho interior que vai jorrando pelo seu corpo, adentrar naquela imensidão é suplicar uma entrada no céu, onde tudo que foi prometido é cumprido, onde a vida torna-se inesgotável, farei minha oração na capela Cistina, onde existe outros templos onde eu possa rezar, mais na Cistina quero atingir aquela paraíso inatingível, edificar todo meu ser como as colunas que sustetam todo aquele firmamento, um céu abaixo de outro céu, é na capela Cistina que quero rezar, ser lua e ser estrela, um passarinho a vagar, ou simplesmente um pecador a rezar...
As estrelas e a lua
As estrelas são pequenas luzes
Distante dos olhos,
A lua é o esconderijo
De uma multidão de estrelas
Querendo brilhar
E quando os olhos
Olham para esse distante
Mais perto fica
As estrelas de nós
E esse brilho inveja
Os astros que não reluz
Mas nenhuma estrela substitui
A lua que pulsa em luz
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Escravos do desejo natural
Há terrorismos...
onde o provocamos como um masoquista
embriagado de prazer, que nos dentes traz
a fúria de um desejo inacabado
Há vidência...
que prever a mordida do corpo
sob outro corpo, desprezando
as almas que são incomunicáveis
Há mortalidade
da escravidão, mais jamais é excluído
e alforriado um escravo que teve seu corpo
escravizado pelo desejo natural,
pois as palavras que sufocou calando
o gemido que fez gritar minha boca
Arranharam o meu corpo profano!
onde o provocamos como um masoquista
embriagado de prazer, que nos dentes traz
a fúria de um desejo inacabado
Há vidência...
que prever a mordida do corpo
sob outro corpo, desprezando
as almas que são incomunicáveis
Há mortalidade
da escravidão, mais jamais é excluído
e alforriado um escravo que teve seu corpo
escravizado pelo desejo natural,
pois as palavras que sufocou calando
o gemido que fez gritar minha boca
Arranharam o meu corpo profano!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Do tarô uma vida corre
A temperança me rege
é a imperatividade de capricórnio
sobre o meu viver
as cartas de tarô
conduzem minha conduta
à uma transformação
o fluxo das energias
que ultrapassam meu corpo
mistura-se com a impureza
do universo exterior
e assim refaz uma nova personalidade
conciliando com meu universo interior
é a força misteriosa da coercibilidade
que exerce uma carta de tarô
é a imperatividade de capricórnio
sobre o meu viver
as cartas de tarô
conduzem minha conduta
à uma transformação
o fluxo das energias
que ultrapassam meu corpo
mistura-se com a impureza
do universo exterior
e assim refaz uma nova personalidade
conciliando com meu universo interior
é a força misteriosa da coercibilidade
que exerce uma carta de tarô
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