O homem ele deve estar preparado,
resistente.
Ele nunca estará vacinado contra o veneno da serpente.
Nunca deixará a saudade comovente.
A loucura de viver, é a felicidade de deixar de ser
a lucidez é saber que existe lágrimas insistentes.
O coração é um órgão concreto cheio de abstrações
igual a nossa mente, a fábrica das invenções.
A nossa mente fabrica ilusões
umedecido pela razão.
Mas não só de ilusões, saudades, pulsa um coração
Não só da abstração eu sinto um coração
È viver e ser, que bate um coração.
E viver não é deixar de ser
È ser para poder viver
não apenas morrer.
A poesia é um artífice na gerra das letras. as palavras bem arrumadas é a arma de fogo das chamas da inspiração. Quem recebe esse tiro, simplesmente morre para viver como poeta. Geraldo Neto.
CITAÇÕES
" De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar. a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra" Paulo Coelho.
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector
"Esta língua é meu berço, esta língua me conhece, esta língua é meu caixão" José Neumanne Pinto
"Poesia, música suave." Crispim
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Visita a um asilo
Senhor, há tantos esquecidos com um terço na mão.
Nos corredores dos asilos
Estão velhinhos esquecidos
Estão seres abandonados.
Maltratados pelo tempo, que tempo!
Envelhecidos e sem forças para voar,
Voar bem alto, para estar submerso à uma estrela.
Minha grande ternura a esses velhinhos que não conheço,
De um olhar parado, lágrimas sinceras.
Deixo meu coração, esse que eu sinto dores
Nesses locais que não quero em palavras repetir o nome.
Olhai meu Deus, não mais à mim, talvez não sou digno
Mais vigiai esses velhinhos que com a dor da solidão reza,
E que para mim, sem que os conheça, ficaram sorrindo...
Nos corredores dos asilos
Estão velhinhos esquecidos
Estão seres abandonados.
Maltratados pelo tempo, que tempo!
Envelhecidos e sem forças para voar,
Voar bem alto, para estar submerso à uma estrela.
Minha grande ternura a esses velhinhos que não conheço,
De um olhar parado, lágrimas sinceras.
Deixo meu coração, esse que eu sinto dores
Nesses locais que não quero em palavras repetir o nome.
Olhai meu Deus, não mais à mim, talvez não sou digno
Mais vigiai esses velhinhos que com a dor da solidão reza,
E que para mim, sem que os conheça, ficaram sorrindo...
O medo do poeta da rua rouca
Antes, o medo do escritor era perder a inspirarão
Hoje, o maior medo é perder suas mãos
O maior medo de um escritor é perder a visão
Mas existe um maior ainda
além de perder as mãos e a visão
Sem mãos e visão
È não ter a audição
E de tudo querer desistir
Por nenhum verso poder ouvir
Hoje, o maior medo é perder suas mãos
O maior medo de um escritor é perder a visão
Mas existe um maior ainda
além de perder as mãos e a visão
Sem mãos e visão
È não ter a audição
E de tudo querer desistir
Por nenhum verso poder ouvir
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Momentos de amor
Sou a alma de um escritor
que não soube escrever seus versos
Vagando nas letras palavras de amor
que não as disse por medo controverso
Sou a alma de um escritor
que morreu sufocado pelo amor
morrendo sem sentir dor!
que não soube escrever seus versos
Vagando nas letras palavras de amor
que não as disse por medo controverso
Sou a alma de um escritor
que morreu sufocado pelo amor
morrendo sem sentir dor!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Campo da razão
Não encontro no desejo a extasia
na ânsia de voar e sair cantando
não encontro na vida a alegria
dos pássaros que nos aires cantam brincando
No escárnio não vejo a rebeldia
a pureza dos diamantes furtados
os sonhos, adorno da alegria
no campo da razão foram massacrados
Onde pulsa um coração
porém perdido no oco de um ser
deixar morrer a ilusão
os sonhos, eternamente viver
na ânsia de voar e sair cantando
não encontro na vida a alegria
dos pássaros que nos aires cantam brincando
No escárnio não vejo a rebeldia
a pureza dos diamantes furtados
os sonhos, adorno da alegria
no campo da razão foram massacrados
Onde pulsa um coração
porém perdido no oco de um ser
deixar morrer a ilusão
os sonhos, eternamente viver
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Simplesmente poesia
O ocaso e o espaço
mundo óptico fleumático
ora espasmo no tempo
ora sem tempo o tolerante
sob uma palavra corre
a vida doce e amarga
entre um pensamento
e o acaso inesgotável do escrever
no anti democrático tormento
e no infinito universo do se ver
Um olhar escreve
as mais belas proezas
descritas em um olhar
o poeta as ver
cada curva do pensar
carregando o pesar
do criar e do ser
O poeta é auto-escrito
borrado pela vida
riscado pelo tempo
Poesia é instinto
é magia que extasia
o doce da cerejeira
o mistério de um mito
que se consome em chamas
da pureza límpida
mundo óptico fleumático
ora espasmo no tempo
ora sem tempo o tolerante
sob uma palavra corre
a vida doce e amarga
entre um pensamento
e o acaso inesgotável do escrever
no anti democrático tormento
e no infinito universo do se ver
Um olhar escreve
as mais belas proezas
descritas em um olhar
o poeta as ver
cada curva do pensar
carregando o pesar
do criar e do ser
O poeta é auto-escrito
borrado pela vida
riscado pelo tempo
Poesia é instinto
é magia que extasia
o doce da cerejeira
o mistério de um mito
que se consome em chamas
da pureza límpida
O ano que não terminou

1968, o ano que não terminou
morreu um pensador
quando do céu caiu uma estrela;
morre um escritor
quando o Ai-5 causou tristeza;
morre um inventor
quando o mundo perdia sua grandeza;
morre um sonhador
o escritor Manuel Bandeira
* Homenagem ao escritor Manuel Bandeira falecido no ano de 1968, tal ano conhecido como " O ano que não terminou" pelos sucessivos acontecimentos que arrolou.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Sobre o tempo
O tempo causa saudade
a nulidade de uma vida
trancafiada no passado
em um gozo de fertilidade
assim se descreve a saudade
de um tempo passado
que percorri
Comentário do texto do escritor Luan barbosa " Descompasso Temporal" postado no blog do Luan
a nulidade de uma vida
trancafiada no passado
em um gozo de fertilidade
assim se descreve a saudade
de um tempo passado
que percorri
Comentário do texto do escritor Luan barbosa " Descompasso Temporal" postado no blog do Luan
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
As músicas que júnior ouve
As músicas que júnior ouve
canta em inglês I love you
as letras deduzidas
cantam a melodia escondida em tu
as músicas que júnior ouve
faz o coração bater em passos agitados
as músicas que júnior ouve
remete à um marivolhoso passado
onde só a canção move
a alegria alargada
nas músicas que júnior ouve
Ao tio farmacêutico da ANVISA - Brasília, Júnior Vieira ao lado da minha tia Luiza Neta, minha homenagem em versos
canta em inglês I love you
as letras deduzidas
cantam a melodia escondida em tu
as músicas que júnior ouve
faz o coração bater em passos agitados
as músicas que júnior ouve
remete à um marivolhoso passado
onde só a canção move
a alegria alargada
nas músicas que júnior ouve
Ao tio farmacêutico da ANVISA - Brasília, Júnior Vieira ao lado da minha tia Luiza Neta, minha homenagem em versos
sábado, 8 de janeiro de 2011
Poema
Lá em cima do horizonte
tem uma estrela
brilha forte por trás dos montes
a noite inteira
por trás do meu corpo
existe o nada
que o propaga a salto
mas que encontro no vácuo
ante a procela, algo!
tem uma estrela
brilha forte por trás dos montes
a noite inteira
por trás do meu corpo
existe o nada
que o propaga a salto
mas que encontro no vácuo
ante a procela, algo!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
No mundo das palavras
As palavras arrumadas são belas
gosto de quem arruma as palavras
como um toque obsessivo compulsivo
sempre as deixando ordenadas,
Pois ainda que sejam inférteis,
são sonoras.
fecundas no papel ao serem lançadas
e germina o vasto campo da mente
fazendo rima em nosso coração.
Apenas se ache entre as palavras
acomode-se nesse homizio
onde emite sons invisíveis,
luzes que encadeiam
em um suscitar de vozes
que das palavras tem as cordas
de um sussurrar de cânticos sem fim.
Escrito no dia 17 de dezembro de 2010 ás 19h47min - noite. Uiraúna PB.
gosto de quem arruma as palavras
como um toque obsessivo compulsivo
sempre as deixando ordenadas,
Pois ainda que sejam inférteis,
são sonoras.
fecundas no papel ao serem lançadas
e germina o vasto campo da mente
fazendo rima em nosso coração.
Apenas se ache entre as palavras
acomode-se nesse homizio
onde emite sons invisíveis,
luzes que encadeiam
em um suscitar de vozes
que das palavras tem as cordas
de um sussurrar de cânticos sem fim.
Escrito no dia 17 de dezembro de 2010 ás 19h47min - noite. Uiraúna PB.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
3º ano CCF GEO - 2009
Se uma manhã durase uma vida
se a dança nunca acabasse com os seus passos
o tempo que não permite a manhã e a dança
são as saudades de um tempo
um tempo que nunca volta mais
as lembranças que restaram
lembranças em um carbono antigo
não reproduz a mesma imagem
as faces de cada amigo
o tempo reverteu nossa ilusão
criou a realidade do passageiro
e fica preso no passado
cada sonho verdadeiro
estudando um espetáculo
vergando os aplausos
durando um ano inteiro
se a dança nunca acabasse com os seus passos
o tempo que não permite a manhã e a dança
são as saudades de um tempo
um tempo que nunca volta mais
as lembranças que restaram
lembranças em um carbono antigo
não reproduz a mesma imagem
as faces de cada amigo
o tempo reverteu nossa ilusão
criou a realidade do passageiro
e fica preso no passado
cada sonho verdadeiro
estudando um espetáculo
vergando os aplausos
durando um ano inteiro
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
A poesia
Sem a poesia não posso ver, sem ela não vou amadurecer, longe dela ninguém vou ser, sem a poesia não posso viver...
domingo, 2 de janeiro de 2011
Sobre as pessoas
Cada pessoa é uma estrela
em um eclipse lunar
A diversão de uma brincadeira
porém com gosto de magoar
É igual ao sol
que o rio o faz secar
É o néctar sem flor
fundido em um beija flor
em um eclipse lunar
A diversão de uma brincadeira
porém com gosto de magoar
É igual ao sol
que o rio o faz secar
É o néctar sem flor
fundido em um beija flor
sábado, 1 de janeiro de 2011
Será?
No recanto sozinho
porém na presença de seus pensamentos.
Uma tristeza sem motivo
mas uma causa qualquer causava-lhe tormentos.
Será que foi o desprezo de um não?
ou a falta de um irmão?
porém na presença de seus pensamentos.
Uma tristeza sem motivo
mas uma causa qualquer causava-lhe tormentos.
Será que foi o desprezo de um não?
ou a falta de um irmão?
Assinar:
Comentários (Atom)