A poesia é um artífice na gerra das letras. as palavras bem arrumadas é a arma de fogo das chamas da inspiração. Quem recebe esse tiro, simplesmente morre para viver como poeta. Geraldo Neto.
CITAÇÕES
" De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar. a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra" Paulo Coelho.
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector
"Esta língua é meu berço, esta língua me conhece, esta língua é meu caixão" José Neumanne Pinto
"Poesia, música suave." Crispim
terça-feira, 22 de junho de 2010
Manuel Bandeira e sua Pasárgada
Uma das ilusões mais desejadas é possuirmos uma cidade fictícia onde lá tudo é permitido, realizar nossos desejos mais banais, sem regras e limitações seje boa ou má conduta, o válido é fazer o que gostamos da nossa maneira, do nosso gosto, o escritor e poeta Manuel Bandeira teve essa ilusão e criou a sua própria cidade, sua própria civilização, um mundo mais igual onde os sonhos, o desejo, a vontade de viver sempre era fundamental, tudo isso construía Pasárgada
" Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada"
E ele foi, Bandeira viajou para Pasárgada, era a única existência que permitia alguém sobreviver, a sua própria imaginação talvez o polpou muitos anos, e quando precisava descançar ia para lá, à beira do rio
" E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada"
A vida em Pasárgada era outra, sem violência, posso até afirmar que seria o paraíso, por que não? se a felicidade, a esperança, os desejos do corpo e da alma se saciavam?
" Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive"
É isso que precisamos, irmos para a nossa verdadeira cidade, para o nosso mundo, quem sabe haveria menos problemas e mais sentido a nossa existência, Bandeira não morreu, apenas fora para Pasárgada e até hoje continua lá, fazendo o que sempre sonhou e desejou, e não mais voltou, um dia talvez, seremos mais um passageiro a ir para outra civilização ou mesmo a eternidade da vida onde estaremos à vontade e felizes
" E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada "
Homenagem à Manuel Bandeira autor do poema " Vou-me embora pra Pasárgada"
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Belissima homenagem a esse grande poeta. Continue escrevendo com essa singeleza que um dia você se tornará tão conhecido e prestigiado quanto é o Manuel Bandeira. Você tem muito talento, e o mundo precisa te conhecer!!! Te admiro demais, muito sucesso ;D
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ResponderExcluirJúnior adora essa poesia, todo dia ele diz:"Vou-me embora para pasárgada.
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