Os lençois que meu corpo cobre,
São os mesmos panos que fiaram,
Os escravos dos brancos nobres.
Os mesmos trapos que gozaram,
As prostitutas sem sorte.
A minha cama é a pluma,
Do rei que roncava a noite bêbado,
Em um quarto sem mais nenhuma,
Prostituta e muito menos receio,
Repousado sobre a cama de espuma.
E uma mulher aproveitando
Sobre suas mãos o doce encanto,
De acariciar o corpo apalpando-o,
Diante do quadro de um santo guerreiro.
Sob as retinas de um anjo,
A vida é um simples encanto,
E o encanto é simplemente passageiro.
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