CITAÇÕES


" De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar. a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra" Paulo Coelho.


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector

"Esta língua é meu berço, esta língua me conhece, esta língua é meu caixão" José Neumanne Pinto

"Poesia, música suave." Crispim






















sexta-feira, 29 de julho de 2011

As Sobras do Rock’n’Roll


Raul Seixas confidenciou ao Brasil, na sua última entrevista em 1989, no progama de Jô Soares, que o rock’n’roll morreu nos anos 50, onde ele próprio afirmou que não tocava esse ritmo, ao contrário, tinha seu próprio modo de musicalizar suas composições , uma maneira “ louca” e ousada de cantar,  e que deu certo,  o “ raulseixismo”.  A banda de rock brasileira formada em 1983 e que permanece até os dias atuais, chamada de “ Biquini Cavadão” em um show gravado no formato “ DVD”, disse ironicamente que hoje se fazem músicas “ com a bunda”.
Paralelamente, entre Raul Seixas e Biquini  Cavadão, há uma unanimidade bem remota da crise musical que ocorreu ao longo dos anos até hoje, é como se pegasse uma peneira e jogasse o rock que seria uma volumosa massa concistente, que  no perpassar do tempo foi sendo peneirada e que hoje só restasse sobras, onde a matriz do ritmo musical  não existe mais.       O que sobrou desse ritimo deve ser aproveitado ao máximo, com a euforia e inteligência, através da música. Uma abordagem sobre, refere-se ao convívio de uma era que uns viveram e outros não conheceram, mas estamos em sintonia através das


Sobras do Rock and Roll

        “ Prendia o choro e aguava o bom do amor”, esse tom suave encerrava uma das mais belas canções de Cazuza, e enquanto existia a sua  guitarra tinha-se um rock ora eufórico, ora “amuado”. Em 1989 milhões de fãs cantavam em uma grande concentração a música “ maluco beleza” em um adeus à Raul Seixas, porém, os ecos desse grito invade até hoje nossos ouvidos. Renato Russo dizia que “ precisava morrer” mas não assasinou o rock, apenas completou as sobras para que hoje pudéssemos conhecê-la. Tudo isso foi peineirado, e o que sobra hoje são milhões de arquivos dos grandes cantores e compositores de um dos ritmos mais amado do mundo, as sobras do rock se encontram nas gravações do passado.
               Quem sou eu para contrariar a afirmação de Raul Seixas, então,  devemos graças ao ritimo de cada um desses mestres, para que hoje pelo menos tivéssemos os restos vivos desse tipo de música, que nem mesmo a ditadura militar brasileira conseguiu censurar para sempre.
            Se for para mudar a forma de pensar e de agir, onde sempre é realçada a inteligência através do lirismo musicalizado em tons ferozes maiores que essa realidade - viva o rock, e o que encontramos agora foi de um longo passado, uma forma de atenuar os problemas da vida.
            Elvis Presley inaugurou uma nova moda em sua época, estilos copiados pelas sucessões das décadas, onde posso afirmar que era um acaso exteriorizado em um ser humano, onde a musica, a dança, fluíam naturalmente sem explicação, como ele mesmo afirmou “ Não sei de uma nota musical, nem preciso”. Essa foi a pureza inicial do rock.
            Depois de mais de trinta anos, vemos a ressignificação desse ritmo musical, onde os modernos “rockeiros” e os do passado, adquiriram hábitos que a sociedade hoje despreza. Por pessoas assim, o rock foi sendo alvo de duras críticas, que ficou mais difícil ser um “rockeiro”, muito mais do que isso, superar as adversidades e viver esse universo.
            Mesmo na ausência dos grandes feitores do rock, existem hoje sobras, para que nunca morra a vontade e o prazer alucinador de uma inteligência ignorante. Pensar e Cantar, é um ciclo que nunca acaba, se o rock vive em sua mente, você canta, se canta sem ele na mente, é mero deleite  do absurdo inconciente.
            

Diante do exposto, subscrevo-me:


Geraldo Rocha Dantas Neto

RG: 3359829 SSP-PB.







sexta-feira, 22 de julho de 2011

PEC GN: Em Defesa do Patrimônio Cultural

Quando perdemos nossa identidade (RG), ficamos desesperados, pois é um indispensável documento de identificação de qualquer cidadão, e com esse registro geral podemos “adquirir, modificar, e extinguir direitos”. Rapidamente providenciamos uma segunda via.


Com a identidade cultural não é diferente, devemos nos preocupar mais com nossos costumes, práticas, conhecimentos, usos, imóveis históricos, enfim, preservar o quanto podemos do que sobrou durante o curso de mais de trinta anos.

Como bem lembrou a ilustre internauta leitora uiraunense Maria Goreth Gualberto, à exploração imobiliária está se expandindo em Uiraúna, advindo da modernidade, porém, essa expansão não está respeitando os prédios antigos históricos que fazem parte de uma cultura que deve ser resguardada pela lei orgânica municipal e infelizmente não o é.

A Constituição Federal preceitua que cabe ao poder público, com o apoio da comunidade, a proteção, preservação e gestão do patrimônio histórico e artístico do País, e o IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) existe para “Promover e coordenar o processo de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro para fortalecer identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país.”

Diante dessa realidade, aguardo o início das atividades da câmara de vereadores de Uiraúna, para propor uma emenda à lei orgânica municipal para manter intacto o patrimônio histórico e cultural revelados em imóveis, acervos iconográficos, obras artística que houver nesta cidade, impondo limites à globalização e vontades dos particulares, intitulado de:



PEC GN

PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO, CULTURAL E ARTÍSTICO MUNICIPAL



Que se efetivem todas as maneiras possíveis e alcançáveis para a conservação e continuidade de existência da nossa cultura (tombamentos, restaurações e revitalizações) para que seja assegurada a proteção do patrimônio artístico, cultural e histórico municipal.

Como ordena a Constituição Federal, a carta magna de um Estado politicamente organizado, a lei maior de 1988 no art. 215, art. 216, devemos reagir a esse efeito nocivo à nossa cultura, a esse patrimônio que também é nosso e deve ser preservado.

Que todas as classes sociais de Uiraúna PB, apóiem essa proposta de emenda à constituição municipal, através de um vereador irei manifestar essa pretensão que não é só minha, e sim da coletividade uiraunense, e que, se aprovada, não fique só no papel, se concretize na prática, agarrem essa causa.



Diante do exposto, subscrevo-me:



Geraldo Rocha Dantas Neto

RG: 3359829 SSP-PB.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Sepultura da Cultura Uiraunense

Em Uiraúna, falar é indício de suspeita. Tudo o que for dito causa polêmica, porém, temos o maior número de jornalistas leigos de plantão, levando e trazendo “novidades” ou como queiram, notícias. Então, é pertinente  todos os comentário que venham a serem levantados acerca da nossa identidade, do conjunto de conhecimentos e práticas que formentam a cultura uiraunense. Convido os internautas a conhecerem a mortalidade da cultura uiraunense:

A Sepultura da Cultura Uiraunense



Em qualquer lugar do mundo que um cidadão for, ele leva consigo duas importantes identidades, onde uma delas é a sua cultura, pois é através desta que se espelha os meus costumes, as minhas práticas, os meus conhecimentos. È lamentável que a imensidão cultural se modifique com o tempo, por que na maioria das vezes, a evolução passa por uma ressignificação e as modificações se transformam em um esquecimento, o caos, podemos até afirmar  “ a falsificação da nossa identidade”.
Os olhos dos meus avós choram de saudades, dos velhos tempos vividos em Uiraúna. Um verdadeiro holocausto cultural ocorrido ao longo do tempo. Construiram a sepultura da cultura uiraunense, onde estão sepultos os nossos usos, nossas práticas.
Desculpem, preciso adentrar nesse assunto: Secretaria Municipal de Cultura,  temos uma secretaria que por competência deveria preservar essa identidade, porém, deixou-se ao longo do tempo, que a sepultura desta, fosse construída. A Secretaria de Cultura atualmente, é unificada com a Secretaria de Educação, e por mais que esta se manifeste nos discursos sem fim, o seu suposto apoio a diversidade das práticas reiteradas, se torna indiferente com a realidade. Mas cada um de nós podemos e devemos  agarrar esta causa, lutar para que a nossa cultura ressucite e que o  órgão competente (Secretaria Municipal de Cultura  torne-se independente.
Não se toca mais músicas do rei do baião por que não têm mais ouvinte; não se escreve mais livros por que apesar de se ter inúmeros escritores não têm apoio cultural para lançar as obras ao público; temos muitos músicos esquecidos e outro sem instrumentos; não se faz mais uma grandiosa missão popular a favor da coletividade por que não têm mais católicos – mesmo defendendo o liberalismo religioso, queiram ou não, a religião , precisamente o catolicismo, faz parte do nosso mosaico cultural, não é a toa “ terra dos sacerdotes”. Enfim, tenho a esperança da ressureição cultural uiraunense, vamos perseverar.
Quem chega na  terra  dos  “Sacerdotes e dos  músicos” primeiramente procura conhecer a nossa cultura, e vamos valorizar esse bem infugível, pois meus caros amigos, sem identidade não se vai a nenhum lugar e muito menos és identificado. Abraçem essa causa, vamos lutar para que ocorra logo a ressureição da cultura uiraunense, ao contrário, não teremos  mais: (músicos , escritores, compositores, cantores, pintores, culinaristas, festividades culturais),  e o nosso cartão postal não contêr apenas a fotografia do prefeito, pois esta se finda com o tempo.


Vejo beirando no horizonte
A cultura saindo da sepultura
No seu triste fenecimento.
Iluminando  todo uiraúna
Na escuridão do esquecimento

Mesmo sepultada a cultura
Sinto o cheiro de sua investidura
Investidura de costumes e conhecimentos.



Diante do exposto, subescrevo-me:

Geraldo Rocha Dantas Neto
RG: 3359829 SSP-PB. 





domingo, 17 de julho de 2011

Se, me fosse dado...

Se poder me fosse dado, eu pararia o passar dos anos, talvesse não resolvesse muitas coisas mais também não perderia tanto. Só assim, protegeria meus amigos as quais não tenho mais. Viveria quem tanto amo, do paraíso dos mortais. E todos ficassem vivos, amigos, pais, família e coisas mais, sem medo de passar, de se perder, de se acabar, se algum poder mim fosse dado.