CITAÇÕES


" De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar. a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra" Paulo Coelho.


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector

"Esta língua é meu berço, esta língua me conhece, esta língua é meu caixão" José Neumanne Pinto

"Poesia, música suave." Crispim






















terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O ciclo das proezas

O fim de uma pagã proeza
è como fogo arrasador
que termina em fumaça
esta se junta as nuvens
se fragmentando em outro firmamento
prejudicando as demais proezas
ou as contentando com pingos
de chuva ácida

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Para Luiza

Estou escrevendo muito
algo que ninguém ler
perdi a minha leitora
que é você

Poema psicológico

vivo um misto de euforia e depressão
entre os sonhos e os preceitos da razão
alimentado pela grandeza da ilusão
com os pensamentos em fragmentação

crio um currículo sem anexos da minha imaginação
um mapa cerebral sem o córtex, a imperfeição
apenas com o laudo psicológico de depressão
reescrevo a euforia onde invento a oração

e nessa oração esmago a depressão
localizo o córtex cerebral da emoção
e a euforia que vem da aceitação
em aceitar os dogmas da razão


Escrito na manhã do dia 22 de dezembro de 2010 ás 09:57 com a idéia de Kildery Abrantes

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Mente medicada

Se eu perder

perder aquele verso que ganhei

da imbecilidade da minha mente medicada

rezarei dois rosários de Fátima

pedindo o verso da palhaçada

que no espetáculo ganhou uma amada


A minha mente medicada

tem esconderijos e paradas

bordeis e putas mal amadas

água com álcool em noite atrasada


Tem um poeta escrevendo a noite em verso
no gozo de sua mente medicada

Viver a vida

Não vou pressionar essa vida
não vou esquentar meu intento
pois nela resguardo bons momentos
e o prazer que ela exista

Apenas meditar as tristezas
que nela de dia eu passei
não vou assustar minha vida
pois dela uma prece ganhei
que para viver suas proezas
tem que viver essa vida

Vou viver uma tempestade
nas ondas de um açude sangrando
e recordar a velha saudade
de viver a vida amando

Vou viver essa vida
na frieza de uma tempestade
no calor da saudade
mendigando viver passadas idades

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

Quando o amor estiver de existir
e a compreensão estiver de entender
que os momentos devem ser celebrados
reiterando o amor, a vida no mistério do Natal!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Viver começando

Eu quereria sempre viver começando
sem deixar chegar um meio
muito menos um fim

sempre viver começando,jamais recomeço

pois um começo é um brilho precioso
que só brilha uma vez

e se apaga
o resto é materialismo que os olhos vêem.

Bem que eu queria viver começando
é um cristal que brilha apenas uma vez
e seu reflexo vai se perdendo pelo meio

E ceifando no fim!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Poema para GN

A se tu tivesse um irmão
não estaria só em seus momentos
não choraria o fim de uma eterna amizade

Se tu tivesse um irmão
não estaria na pedante solidão

e mesmo que o mundo debasse
seus amigos todos perdesse
e houvesse o ataque do seu coração

Não tinha desepero, e sim um irmão...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Grandes amigos

Só a amizade traz o que não temos
ou que ainda, nunca podemos ter
por isso é raríssimo termos

GRANDES AMIGOS;

È pela amizade que em alguém confio
uma edificação quando meu eu desabar
mais apenas edifica, uma amizade raríssima
quando meu amigo unir a mim e formar

GRANDES AMIGOS;

Quando chorar, choraremos juntos
não sei a morte, se morreremos
mais a amizade que a vida investiu
garantiu a nossa amizade, que quando grandes amigos formos

PARA SEMPRE, VIVEREMOS

Aos grandes amigos: Ilton Estrela, Remédios Estrela, Hiago Silva.

sábado, 30 de outubro de 2010

UM PADRE JOVEM

Na terra das perverções
um jovem quis ser padre

e nessa vontade misteriosa
o medo frustou sua vocação

e disse " não " ao seu desejo
e sua vontade misteriosa

e depois, ele chora
amedrontado por não ir

ir ao semiário e ser um padre

hoje ele não é inoscente
um pecador, mais possui um amor
que ainda o faz pensar

Em um dia ser um jovem padre!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Não sei mais escrever

não sei mais escrever
apenas sobrou-me como leitor
algo que a qualquer hora retorno a ler

é impossível desocupar
a cadeira da academia de letras
que forma os meus pensamentos

não importa as próximas letras
os próximos números que registram
um livro banal, mais um livro

que só a mim interessa
escrevo para que eu possa ler
alguma coisa

não importa os outros
dos outros, os grandes escritores se interessam
e eles,os outros sabem encantar
e desse proveito uma dimensão ganhar

me preocupo com as regras da minha imaginação
e a dimensão que tenho que conquistar com meus livros
pois a cada letra se eu escrever, a cada página que vou ler

tenho uma nova dimensão a ganhar

mas não sei escrever
apenas vou ler, o que escrevi...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Uma história de amor

Não sou poesia, nem poema
muito menos a composição
de um cantor que não toca
alguma coisa falando de amor

Apenas sou as letras iniciais
de um poeta amador, um analfabeto compositor
que de madrugada canta, canções de amor

E entre letras e músicas
aos poucos acaba
lento, pingo a pingo, causando dor

Uma Linda História de Amor...

sábado, 23 de outubro de 2010

Geraldo Neto, uma entrevista em versos

Locutor: E a Odontologia?

Geraldo Neto: Já afoguei o que tanto quero
Mas o bom é que vivi o que sonhei
Senti o cheiro da ambientação no meu quarto
Realizei procedimentos ao fechar os olhos
Eu vivi o que sonhei, vivi em um sonho bom

Locutor: Temos um recado de sua tia:

Luiza: Hoje levantei cedo, fiz minhas obrigações rapidinho
Para logo ouvir um poeta falar
Quando de repente ele entra no ar em outro lugar
E eu aqui a esperar
Um poeta falar

Locutor: Um dia ouvi uma criança falar que o sonho dele era ser escritor
mas não sabia como realizar, o que diz sobre isso?

Geraldo Neto: Eu engoli sonhos com uma gula vergonhosa
Mais eles existiram em mim
Inventei todo cenário, para meu sonho encenar
Mesmo sem uma realidade para começá-lo.
Assim se a realização não vinher
Eu tive o prazer de viver meu sonho
È o primeiro passo para realização...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A razão

Aproveito a chuva que lá fora cai
as palavras que já lá vão
para chorar os momentos que contrai
os argumentos da minha razão

E no frio do desalento
que treme meu corpo rasgado
pelas palavras de tempestade incógnita
que escreve por trás dos ventos

Andando pelos pingos cortantes
decompondo palavras, rasgando versos
como um ser pagão em oração
tremenddo sob o frio descontetente
que logo será o ar quente

De um sol, repleto da razão

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Na capela Cistina

Vou à capela Cistina rezar uma oração aproximar-me daquele paraíso inatingível
desafiando a impossibilidade de alcançar a perfeição que exprime a beleza arquitetada
a fé em um céu imaginável. Os olhos cegam com o brilho interior que vai jorrando pelo seu corpo, adentrar naquela imensidão é suplicar uma entrada no céu, onde tudo que foi prometido é cumprido, onde a vida torna-se inesgotável, farei minha oração na capela Cistina, onde existe outros templos onde eu possa rezar, mais na Cistina quero atingir aquela paraíso inatingível, edificar todo meu ser como as colunas que sustetam todo aquele firmamento, um céu abaixo de outro céu, é na capela Cistina que quero rezar, ser lua e ser estrela, um passarinho a vagar, ou simplesmente um pecador a rezar...

As estrelas e a lua




As estrelas são pequenas luzes
Distante dos olhos,

A lua é o esconderijo
De uma multidão de estrelas
Querendo brilhar

E quando os olhos
Olham para esse distante
Mais perto fica
As estrelas de nós

E esse brilho inveja
Os astros que não reluz
Mas nenhuma estrela substitui
A lua que pulsa em luz

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Escravos do desejo natural

Há terrorismos...

onde o provocamos como um masoquista
embriagado de prazer, que nos dentes traz
a fúria de um desejo inacabado

Há vidência...

que prever a mordida do corpo
sob outro corpo, desprezando
as almas que são incomunicáveis

Há mortalidade

da escravidão, mais jamais é excluído
e alforriado um escravo que teve seu corpo
escravizado pelo desejo natural,

pois as palavras que sufocou calando
o gemido que fez gritar minha boca

Arranharam o meu corpo profano!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Do tarô uma vida corre

A temperança me rege
é a imperatividade de capricórnio
sobre o meu viver

as cartas de tarô
conduzem minha conduta
à uma transformação

o fluxo das energias
que ultrapassam  meu corpo
mistura-se com a impureza
do universo exterior

e assim refaz uma nova personalidade
conciliando com meu universo interior
é a força misteriosa da coercibilidade
que exerce uma carta de tarô

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eu quero

Quero sentir o cheiro
das flores sem perfume

O doce ocioso
 do implacável amargo

Quero ser estrela
quando penso que sou lua

A madrugada excitante
da infértil solidão

As últimas palavras
de um amante suicida

Quero ser o que me fiz
e o que o destino não me fez

Sentir a brisa gelada
do sol ardente

Quero a paixão de um mendigo
pedindo ao acaso um pouco de amor

Objeto do destino

Cheguei muito perto
do lugar onde sonhei
e vivi os melhores momentos
de uma vida

Caminhei lada a lado
daqueles belos caminhos
que pretendi caminhar

Espetacular não é chegar
e sim ser objeto de mágica
para o destino misterioso brincar

sábado, 25 de setembro de 2010

Geraldo Neto lança mais um livro!

           A editora Sal da Terra localizada na capital paraibana anuncia o lançamento do livro do escritor uiraunense Geraldo Rocha Dantas Neto popularmente conhecido por Geraldo Neto titulado como “Textos que Rimam”, seu conteúdo traz poemas e poesias em suas diversificações, o livro terá como co-autor o professor e escritor cajazeirense Lucilândio Pereira Mareco autor do livro” Passeando pelas praças de cajazeiras PB”.
          Em 2007 o escritor lançou o livro titulado por “Asas Poéticas” pela editora Real, seus trabalhos são espalhados por várias revistas, endereços virtuais onde se revela o Blog do Geraldo Neto (geraldonetocaminhodasletras.blogspot.com) um espaço de cultura e encontro com a poesia. Ele enfatiza que “escrever é um dos vícios da minha existência” e garante lançamentos de várias obras além de poesias e poemas na área sociológica, antropológica e jurídica que são marcas do seu próximo trabalho

          O livro “Textos que Rimam” está sendo comercializado pelo preço de 20,00 (VINTE REAIS) e quem quiser adquirir entrar em contato com o escritor Geraldo Neto pelo número 83-91452957

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O ofício de escrever

Eu escrevo
quando não sei reclamar
uma sofrida injustiça
ou quando não sei argumentar
sobre uma vida esquesita

O ofício de escrever
é a carta da minha salvação
os pecados na poesia umedecer
e na rima gemer a sua prima e o seu bordão

Pois é como um violão
essa obrigação de escrever
transformando em noite sonora a ilusão
e em suas cordas finas completamente se perder

Aos meus dias

Aos dias que joguei fora
anulei do meu calendário
aos quais os julguei sem importância
aos dias inúteis do meu intinerário

Aos momentos que joguei fora
que juntando-os formam porém os meus dias
aos dias com intensidade morta
emanou uma vida recomposta nua e fria

As lágrimas calorosas porém frias
veio dos olhos da inutilidade dos meus dias

As horas

As horas eu as perdi
na ânsia de brincar
e hoje vivo a brincadeira
de odiar e amar
quem um dia conheci

Quando as horas tentam-me enganar
e isso tounou-se besteira
depois de anos fiquei a pensar
que eu no tempo cresci

com uma nova maneira de amar
e um velho monopólio das horas odiar!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

As estrelas, Maria

Maria a noite
olha o céu

Eleva às estrelas
suas precisões

Conversa com a lua
no silêncio das desoras
em um incessante esbanjar
de lágrimas sonoras

Maria a noite
conserva as estrelas,o esquisito luar
que as retém no íntimo
do seu olhar!

Dedicada à amiga e educadora, Maria Pires, uma observadora dos mistérios que o céu emana.

A escuridão e o poeta

E se o escuro no meu quarto entrar
talvez não saiba que sou poeta
com olhos de coruja,
Fico com olhos atentos ao tempo
que ninguém ver, os desamores da madrugada
que teimo em observar, e no seu silencio repousar
ao cheiro e sabor do nada
que existe por trás de um luar
com um silencio quebrado por um grito de uma loba
que dilacera o céu a brilhar

A escuridão não me interpreta
se ela soubesse que sou poeta
que amanheço como sol
ia ver que à mim não se completa
Além de ser o sol amarelado
estampado no céu azulado
Sou poeta!

sábado, 18 de setembro de 2010

Minha Poesia

Assim completa a minha poesia
com palavras pequenas e irracionais
do puro e inexorável dever de criá-las,

vem da vida o ar para declamá-las
o adorno do espírito em desilusão
sobre a vida copiá-las
com um novo céu, e uma nova constelação

a minha poesia é o vazio
dos menestréis em caotização
é a voz, os olhos, a fala
de um sistema vital em construção

a poesia compete, emanar meu coração...

Sobre a Saudade...

a saudade congela
os acontecimentos de ontem

e do ontem espera
o sorriso do viver o todo e o instante

a saudade é ubíquo
é meu fantasma existencial

quando sinto falta de ti
sei aonde te encontrar

e quando não te encontrar
viverás em mim

mas quando sinto saudade de mim
e não sei onde me encontrar

sei que apenas é a saudade
me fazendo amar...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

As estrelas e meu olhar

A estrela que brilhou
ascenou pro meu olhar
a lua o céu todo tomou
para aquela estrela não brilhar

O meus olhos cegaram
nada agora posso admirar
a estrela levou o brilho
do meu parado olhar

O brilho que a lua trouxe, é isento de brilhar
traga as estrelas com seu terno açoite:
de se confundir com o brilho do meu olhar!

Entre os caminhos da razão

As ondas que inundaram meu caminho
os ecos de vozes que falam aos meus ouvidos
é o acaso arrependido me pedindo perdão
o choro do destino perdido na escuridão

A força de avançar concentrada em minha mão
o desejo em ficar e falar dizendo não
o sol que lá fora sai inundou a escuridão
e as ondas do rádio fez dormir minha razão

Vou ser uma coruja a vigiar teu coração
pois na madruga você não ver os horrores da escuridão
vou proteger e revestir com o luar a imensidão
e com olhos atentos proteger minha ilusão

Vou viver a caminhar pelos vales de espinhos
retirar o sangue contaminado de ilusões
andando por esses vales semeando a emoção
de criar atalhos entre os caminhos da razão

terça-feira, 14 de setembro de 2010

E morri...

Ontem acordei com medo
medo de acordar
e perder tudo que tenho
ou que ainda, imagino ter

Veio alguém me buscar
porém eu não conhecia
e fiquei com medo

e ao gritar pelos meus amigos
ninguém me ouvia, e fui morrendo
sozinho, aprisionado pelos meus pensamentos

veio a razão me fazer calar
porém eu repetia as mesmas palavras que um dia usei
para poder não chorar

Sim, apenas um sonho
que demorei horas para acordar

Mas sei que um dia
estarei sentado sozinho
fumando uns cigarros, um atrás do outro, um rádio no meio fio da calçada
o vento forte com a mensagem de chuva
resto de café na pequena xícara
um cachorro doente ao meu lado
usando um óculos com graus altíssimos
e sem nada para sonhar

no rádio uma música que relembra
os minutos atrás, os meus dezesseis anos
os dezoitos anos, e uma foto envelhecida
ao lado dos meus grandes amigos
de muito tempo atrás, que atualmente
assiste uma sessão de filmes com outros amigos
aquele mesmo, da tarde de domingo

com os pés ao ar
o cigarro quase terminando
sem mulher nova, com uma velha prostituta
o cachorro sai latindo
as ondas do rádio se modificou
a prostituta para o cabaré voltou
e o café logo acabou

Fiquei noites acordado
Embriagado pelos meus pensamentos

E morri!

Dedicada a amizade que nunca morrerá, e se a nossa alma um dia morrer, a lembrança dessa amizade viverá para sempre, aos amigos Iltin, Remédios, Hiago Silva, uma família amiga!

domingo, 12 de setembro de 2010

Amigos de uma vez

Somos amigos
amigos verdadeiros
unidos uma vez
repleto dos prazeres
dos momentos e da outra vez
que fomos amigos de uma vez

Levo comigo
um livro escrito por vocês
e um breve sorriso
expressado na boca
dos amigos que nos fez

E o abraço
o carinho, as lágrimas
desses amigos
que um dia a vida fez

como fez as estrelas
a lua pra brilhar
a nossa amizade foi feita uma vez

Para toda vida, ENCANTAR

Essa poesia foi escrita no dia 12 de Setembro de 2010 ás 4:30 da tarde, um domingo, aos amigos verdadeiros: Ilton, Remédios, Hiago Silva, uma bela família amiga!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Algo do nada

E para o mar
ficava um homem triste
com os olhos embreagados
no silêncio delicado
das ondas sonoras
que se confundia
com o próprio mar

E ele esse mar a olhar
esperando daquele infinito
surgir a sua alma
que em uma noite inacabada
ela passou a vagar

E nele deixou um vazio
um acre sabor na boca
esperando do nada
o algo que pelo espaço vagava

Anoiteceu, amanheceu
a maré subiu e desceu
o pescador navegou e voltou
logo tudo lotou
depois deixou um vazio na praia

Um homem inquieto a esperar
seu suspiro vindo do nada

sábado, 4 de setembro de 2010

Palavras de amor

As ardentes palavras
foi as que não ouvi
na volúpia pulsante
na arrogante tentação
de um dia te amar

E se um dia voltar
esse querer de proclamá-las
direi elas bem baixinho
como o silêncio da oração
que cabisbaixo e triste
recebe o perdão merecido
dos atos em que gozei

A prece que não ganhei
o perdão que não me deram
usaram as mesmas palavras
que eu um dia te amei

Faces da poesia

A poesia se arrebanta

como dinamite
que explode rochas
e refina o seu conteúdo

igual à música
que preenche os vazios
e o vazio se enche de tons

feito um pingo de café
que ao leite se completa
e arrebanta o doce sabor

que a minha alma alimenta!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Perdas

Estou à perdas
que na vida tive de ganhar
e agora o que desejas?
uma lágrima talvez
o meu desespero, ora
a minha prece é que cala
a raiva na oração

Só sei que algo estou perdendo
lentamente, bem devagar
por trás de um sorriso
esconde o que não vou mais ganhar
atrás do fugidio olhar
não resta mais nada,
então por favor, pelo menos essa súplica
ao menos essa afirmação
deixem-me chorar

Por tudo que perdi
e que estou perdendo
e sei que nenhuma cena
ou algum poema
há de sobrar

Mas sei que esse desespero
há de me recompensar
fazendo-me perder
o que sinto, tudo
tudo que passei a odiar

domingo, 22 de agosto de 2010

O homem...


Passa pela vida um homem
Um homem caminha pela vida
Se queixando do seu presente
Por uma atitude do passado
E sua intriga consigo mesmo
Deixando para trás a caneta
Que hoje não têm para compor
Versos e poemas revoltados
Finalizados no acaso de viver
Simplesmente por viver
O homem que passa pela vida
E despreza sua honradez
Viola os princípios, sua sensatez
Restando, enfim, poemas inacabados
Seu mundo interior abandonado
Por sua personalidade nômade
Ou talvez sem forças
Sem poder, de sustentar o seu ser
De viver o que é
Esse pobre homem que na vida
Passa
Que por tudo chora
E em tudo quer ser merecido
Que ostenta o pecado
Absurdo e incógnito
De ver a sua situação
Já expressa em prece
Reformulada na oração
Só sei que esse homem
Que na vida apenas passa
Não leva desgraça
Apenas carrega a sina
A rebeldia de escrever
Além do que a pedagogia
Possa conhecer
A sinopse da sua vida
Resume-se no início
Quando a criança começa
A ler e escrever
Esse homem é um mistério
Por ter a vida
A conhecê-lo
O futuro escondê-lo
Na paciência e timidez
Do ser e do dever ser



sábado, 21 de agosto de 2010

Caminhos

Por difícies caminho passei
agora procuro correr
por bons caminhos
que nunca andei

Já chorei por brincadeira

brincando de viver
agora procuro uma vida
cheia de besteiras
que não posso brincar

Desde cedo tives sonhos
alegrais
E de poeta a vida me fez
Orais

Só que muito sonhei sonhos puros
fazer-me odontológo não pude

Vida minha, minha vida

PERDOAIS!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

È saudade...



È saudade,

quando tenho palavras
em uma conversa já terminada

ao reler velhas cartas
rever antigas fotografias
revivendo o passado

um argumento a mais
para podermos discutir
enquanto o tempo passa

as lágrimas que prende a voz
quando chega hora do adeus

simplesmente é saudade,

quando abraço minha mãe
forte sem querer mais soltar

e quando eu nada falar
ao te ver partir
quando os olhos esconder verdades
que não consigo falar

simplesmente é saudades

que insisto em sentir brincando
porém chorando
por saber que irás um dia

PARTIR!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A reflexão da lei



A sociedade é limitada através de leis que visam as boas relações no âmbito social, além de prevenir contratempos entre seus membros, garante os nossos direitos e deveres, sempre objetivando a concretização da justiça. Mas o social é dinâmico, e sofre profundas transformações, a cada dia que passa há uma necessidade da instervenção de mais códigos jurídicos para contornar talvez os problemas sociais, essa dinamização cabe ao direito sempre ser atualizado, para suprir as necessidades da sociedade, pois " leis caducas" não podem resolver transtornos novos e atuais, é precio criar novas legislações para atender aos novos problemas surgidos.
Entretanto a lei não resolve nada isoladamente , é preciso fazer uma combinação com a reflexão da lei, acrescentar o que não está escrito mediante as circunstâncias, discutir a razão e dissecar os problemas, não posso julgar um caso apenas com a fundamentação que rege, no caso a lei, que em muitos casos chega a cometer erros irreparáveis, se faço uma reflexão dessa lei além de entender o que está se passando, fico mais próximo de fazer acontecer a justiça.

domingo, 1 de agosto de 2010

Simplesmente Te Amo


Nem mais um palavra
fala o que simplesmente quero
que posso sentir e viver
é essa mania que engano
o pesar do meu descontentamento
em dizer: te amo

Acima da razão, do ser
do impasse de existir
do simples viver
é ter esse poder profano
e nele crescer
a vontade de dizer: te amo

Mas igual ao tudo
semelhante ao nada
do meu nado rogo
o tudo que nele contêm
seje lágrimas ou um belo canto
quem sabe palavras dizendo

TE AMO!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lágrima de um homem


Saiu em todo canto
a cada canto falando
que o nosso amor foi uma utopia
e os sorrisos
nem mais um riso
restou nos lábios amargos
e a saudade que enloquece
o entendimento de não ser amado
e a razão não pode ser outra
apenas concordar com o ânimo de chorar
as palavras são ditas como quem ora
mais uma mulher sempre esquece de pensar
que um homem também chora

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu tenho um irmão anjo



eu tenho um irmão anjo
mas que comigo não vive
vive sim com muito sono
em um lugar que ainda não estive

mesmo assim eu tenho um irmão anjo
que me deixa sozinho a durmir
e desse modo estranho
sinto a presença perto de mim

mesmo assim não terei sobrinhos
e não me chamaram de tio
é dor que tenho sozinho

Mas eu tenho um irmão
que quando chego em casa e o chamo
ele sem querer vim me diz:
irmão não esquece que sou anjo!

Para meu irmão Gean Arquimedes Dantas Moreira ( in memorian)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Verdadeiro amigo


Quando estou só
nas adversidades do caminho
logo penso em voltar
ou voar como um passarinho
que no céu a deriva
passa a vagar em busca de sua estrela;

Vou vagar ruas e esquinas
nas madrugadas de noites idiotas
em um esbanjar de lágrimas sonoras
um palpitar desesperado do meu coração

E nas horas da vontade de se matar
no contratempo do destino ambíguo
ao meu lado passa a cantar
um cantor e verdadeiro amigo...

Mas do que companheiros, colegas, eu tenho amigos
mais do que amigos perto de mim se encontra anjos
mais do que anjos eu tenho verdadeiros amigos
mais do que verdadeiros amigos,
 
EU TENHO UM AMIGO!

O poder de amar



è direito do meu corpo sentir suas energias
a transição da agonia
ou o fluxo do amor sobresaindo;

mas é obrigação de viso horrores
dizer que não és mais minha
e eu ouvir dizer que não sou mais teu;

assim os dias passam, a estrela brilha,
o galo canta, a música toca,
a flor desabrocha, a dor dobra
e o meu amor vai embora;

o universo figura a minha raiva
a brutalidade da minha natureza,

mais deixo um recado no eco distante:

Que não perdi, apenas evitou a minha presença
tapou os ouvidos e não ouviu minha voz
e no coração lança um punhal coberto pelo fogo
desse miserável e imprestável

poder de amar...

domingo, 11 de julho de 2010

Ainda existo...



Estou numa solidão hoje
Sentindo-me só, inútil
Como um garoto sofrido, abandonado
Se sentindo uma formiga em uma multidão

Estou com meu coração ruim hoje
Sentindo um aperto tão grande
Hoje estou me sentindo tão inútil
Parece que ninguém gosta de mim

Ninguém me liga
Quero saber se eu existo
Trocam-me por coisas furteis
Tão insignificante, tão ruim, da vontade de sumir

Mas sei que é egocentrismo mesmo
Estou sendo um pouco egoísta
È aquele que refere tudo ao próprio eu
Quero as coisas só para mim...

Quero ser feliz...
Não importa se outro está ou não
Quero tirar esse aperto a todo custo
Minha felicidade esta viajando
Pelo mundo...

E me deixou aqui nessa insolúvel solidão
Estou deduzindo que vai ser infinito
Como um efeito de um veneno

Queria por meio de gestos, atos e palavras
Até por interferência dos espíritos
Ou até mesmo efeitos extraordinários da natureza
Abrir a minha alma e que ela me dê paz e esperança que tudo isso em minha vida...
Algum dia vai da certo.

Foi um sonho





Nas asas de um anjo viajei, e no encantamento de um sorriso veio meu contentamento, pensei que foi o que estava sendo, e debaixo das asas de um anjo via passar o vento, soprando meu desalento e castigando meu desejo com raios e trovões que perseguia meu caminho, ameaçando desabar todo firmamento em mim, mas estava protegido, e os pingos que vinham da chuva simulavam minhas lágrimas que molhava meus amigos e inimigos, as terras secas e impermeáveis, mas purificava toda alma. O sol nascia e se sumia as tribulações, restando só as sombras das árvores, que me protegia, enquanto vivia em um sonho

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O mundo com dono



não sou dono do mundo
mas o mundo tem dono
e quem disse que aquele imundo
é o dono do mundo
merece morrer e não ter túmulo
para que ainda morto possa ver
que o homem é o dono do mundo
e que em breve

logo ao amanhecer

meus olhos não irão ver
as paisagens de um luar
os filhos na chuva correr
ao menos os netos chorar

concerteza não vou ver
se o dono do mundo

não parar...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Aquela nuvem



Olhei as nuvens que passa
que passou no tempo quando menino
e choveu na tarde mal amada
aquela nuvem que passou devagarzinho
é a mesma que vi na madrugada

Aquela mesma tão grande e obscura
viu minha dor crua, estúpida e nua
e nessa hora volta e cobre a linda lua
para não me ver chorar vagando ruas

sábado, 3 de julho de 2010

Poeminhas



Marcando épocas

Irei fazer o meu desfecho
Da época que mais me queixo
Ora é um desejo
Ver meus sonhos, meu reflexo
Diante do espelho


Carta errada

Não dizia o remetente
Deixou-me até inconsciente
Aquela carta que tão de repente
Deixou-me um assunto pendente


Cântico melancólico

Você tão triste eu com medo de te alegrar
Pois não sei se é hora para poder te amar
Quando aproveitar a luz que brilha desse luar
Vou te desenhar na minha mente
E sonhar


Horas

As horas
As horas não passam
quantos momentos devoraram
não aproveitaram
chorarão, culparam
sem entender das horas, seu intinerário
as horas passam
sem explicação
não param

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Reticências...



Se.... Um dia....

Talvez....

se existiu.... se refez.... ou nada mudou...
Um não... o fim.... de uma grande alegria...

e nas reticências... a vida pendura....
o infinito... o acaso...
quem sabe... ponho virgula
para refletir, pode ser... chorar....

e nas reticências...
Vivo ao acaso, tentando ser...
o que jamais serei... ou talvez...

o que viverei a fazer...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mesmo que cale as palavras...


Ainda que cale as palavras
pela opressão da pópria existência
mesmo que a voz não lavre
o próprio silêncio da consciência

Resta-me, além das palavras
a lágrima que vaza com argumentos
a expressão da face morta
que exalta as atitudes inconsequentes
                                                                                       
Mesmo que cale as palavras
resta a oratória da alma
na ditadura de ideologia surda
idéias que jorrou sangue
e o suspiro de pessoas mudas


Reflexão sobre o período ditatorial brasileiro: 1964-1985 , referência à censura do livre pensar, protestar, reivindicar, e o sangue derramado pela opressão.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Meus escritores

Eu me compelto a esses poetas, que em tom de viver expressa com maior beleza a escuridão da razão calada no peito

Manuel Bandeira e sua Pasárgada, quem sabe um dia te encontro por lá

Cecília Meireles, que através de sua canção e seu retrato, excitou meu desejo pela poesia


Vinícius de Morais, que ficou presente em meus instantes mais sombrios, que cantava seu soneto de fidelidade à um garoto que com pouca idade, ja tinha escrito canções de amor com muita dor

Augusto dos Anjos, que pelas letras tentava uma sorte de viver, recriando um mundo menos hipócrita e uma existência onde o amor se encontra face a face com a esperança

Ronaldo Cunha Lima, que  além de político conseguia ser poeta, cantava os amores da vida, a objetividade, a simplicidade, que até as palavras choravam e sorriam pela rima


Raul Seixas, que com o brilho de sua loucura, e o atrevimento de tentar uma única esperança de melhorar, através da música, tons que cançava os corações impermeáveis e amortecia a dor dos calados pela opressão de sua própria existência


Pe zezinho scj, que ao ler suas obras, principalmente sobre amizade, pensei que estivesse confessando e recebendo o perdão se um dia falhei com meus amigos, e aprendendo a entender à mim como amigo, e as pessoas que me cercava, minhas amizades, e aos cânticos que fazia que chegássemos mais perto de DEUS o grande arquiteto do universo

Mário Quintana, um grande escritor que me ensinou a acalentar os sonhos e as esperanças

O poeta que entre linhas, nos esconderijos das palavras mostrava-se sua alma e seus segredos não revelados, e pela estética da poesia Olavo Bilac me ensinou o encanto e a complexidade de brincar com as palavras e com a própria vida


Enfim, pessoas que escreviam e uns ainda escrevem uma explicação importante: As leis para ser feliz, e para saber viver, o consolo do choro e a exaltação de um sorriso... Quando um poeta permanece diante de sua arte, ele deixa de viver o transitório e se perpetua por séculos, décadas e eternidade.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Escrevo para meu sonho



Queria fazer meu sonho boiar
Mas vê-lo naufragar, antes meus olhos
em lágrimas cessem
para que não sinta a desventura
de chorar

E mesmo que eu ouça o gemido
os calafrios da dor no peito
na razão do meu sonho se acabar
vou vivê-lo a cada momento
nos vão do empasse de imaginar

Ou na ilusão de amar
um sonho que não realizei
mais que tive, em toda minha vida

e que terei enquanto for infinito
ao meu contentamento

terça-feira, 22 de junho de 2010

Manuel Bandeira e sua Pasárgada



Uma das ilusões mais desejadas é possuirmos uma cidade fictícia onde lá tudo é permitido, realizar nossos desejos mais banais, sem regras e limitações seje boa ou má conduta, o válido é fazer o que gostamos da nossa maneira, do nosso gosto, o escritor e poeta Manuel Bandeira teve essa ilusão e criou a sua própria cidade, sua própria civilização, um mundo mais igual onde os sonhos, o desejo, a vontade de viver sempre era fundamental, tudo isso construía Pasárgada

" Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada"

E ele foi, Bandeira viajou para Pasárgada, era a única existência que permitia alguém sobreviver, a sua própria imaginação talvez o polpou muitos anos, e quando precisava descançar ia para lá, à beira do rio

" E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada"

A vida em Pasárgada era outra, sem violência, posso até afirmar que seria o paraíso, por que não? se a felicidade, a esperança, os desejos do corpo e da alma se saciavam?

" Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive"

É isso que precisamos, irmos para a nossa verdadeira cidade, para o nosso mundo, quem sabe haveria menos problemas e mais sentido a nossa existência, Bandeira não morreu, apenas  fora para Pasárgada e até hoje continua lá, fazendo o que sempre sonhou e desejou, e não mais voltou, um dia talvez, seremos mais um passageiro a ir para outra civilização ou mesmo a eternidade da vida onde estaremos à vontade e felizes

" E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada "

Homenagem à Manuel Bandeira autor do poema " Vou-me embora pra Pasárgada"

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tragos do tempo




Com idas e vindas
Entro em colapso ao saber
Que enquanto guardo o tempo
De trago em trago ele me consome
O tempo me fuma
Na alegria no tormento
E não dá tempo
De sentir o vento

sábado, 19 de junho de 2010

As lágrimas que falam


Vou fechar os olhos
para ver
todo infinito
o que há de mais bonito
em todo universo

vou escolher
uma tarde de chuva
para poder te aquecer

a vida não é apenas uma esmola
é um caramelo que chega ao fim
e no doce sabor
o que não pode esquecer
è ter conhecido você

encontros e rencontros e a despedida
aquelas manhãs que cantava o sabiá meio tímido
um tango com máscara da prostituta oferecida

E nessa canção entorpecente
meio tonto sem noção
sem mais sentimentos, o nada se fez tudo
e o tudo uma lição:

que o soluço é uma pausa da reflexão
pois na próxima lágrima que rolar
é uma prece e oração
para que no canto, com o sabiá
eu possa voar

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Logo penso e escrevo



Quando tiveres sozinho em noites vagabundas, trancafie o escuro, olhe para ele e veja sempre que tem alguém a mais além de você que logo logo faz o sol nascer para te dizer bom dia



Eu evito a despedida, em um telefonema, ao viajar, para nunca dizer adeus jamais e ir para nunca mais voltar e ver alguém chorar, evito me despedir, apenas digo que se eu voltar junto a ti voltarei a sonhar

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Lugar de farmacêutico é na farmácia!


Hoje por trás dos balcões das farmácias principalmente nas cidades do interior, encontra-se leigos, técnicos, que realiza uma importante e responsável função, a atenção farmacêutica, o espaço do farmacêutico está sendo usurpado, uma nítida desprofissionalização.
Quando se fala em farmacêutico temos logo uma idéia de laboratório, de analistas clínicos, tais idéias extremamente limitantes, quando na verdade esse âmbito possue uma amplo mercado de trabalho, sendo possível considerar como algo fundamental e indispensável para complementar um sistema de saúde perfeito no tratamento e prevenção das doenças
Os conselhos regionais de farmácia estão na fiscalização para resgatar e colocar mais perto de todos a atuação farmacêutica,  e na sua atenção que deve ser oferecida nos estabelecimentos da saúde principalmente na farmácia, oferecendo atendimentos eficazes para o bem estar daqueles que vem a procura de um profissional que além de realizar complexas análises clínicas, dispensa medicamentos com uma preocupação: O bem estar, e a preservação da saúde dos pacientes, criando uma relação harmoniosa e profissional.
Lugar de farmacêutico é na farmácia, na atenção e na assistência.

Mil coisas para sorrir


Canto, brinco mais não tenho alegria
não tenho entusiasmo para me divertir
é como enganar a vida, fazendo
mil coisas para sorrir

Corro, pulo, alegremente
uma razão para não deprimir
numa vida tão aviltada
faço mil coisas para sorrir

Animo-me faço festa
mas a lembrança não se apaga
só em pensar que não esta mais aqui
invento mil coisas para sorrir

Choro penso em você
que não estás perto de mim
faço para você
mil coisas para sorrir

terça-feira, 15 de junho de 2010

Maravilha do universo



Eu te encontrei
na música de tonalidade entorpecida
que fez gemer a prima e o bordão
com o fim da nossa própria vida

Procurei em todos os jardins
e em cada flor via sua face
a cada lágrima que meu amor chorasse
eu estaria nas linhas do sorriso que brotasse

E vou desvariado
em cada canto uma lembrança
em cada letra que eu escrever
seu nome entre linhas
na intertextualidade do bem querer

E a vida mesmo trsansviada
o meu destino se perpetua
apenas a sua voz calada
me faz falar tuas palavras nuas

Ao me dizer
que encontrou apenas um amigo
enquanto eu encontrei um grande amor
nas maravilhas arquitetadas no universo

Uma conversa com Deus


Em certo momento da minha vida
gostaria tanto que naqueles momentos de dores
deitar no teu colo e chorar o quanto for preciso
para toda melancolia afogar

Em certos momentos em teu colo, eu deitei

Fiquei ás vezes revoltado
com tanto sofrimento e dor
pedi a Deus o alívio e a mudança
e tudo, renovou
com paciência e perseverança

O alívio da dor, Deus operou

E ao sonhar, coisas impossíveis
pensei que jamais iria consegurter meu brilho
e amedrontado à Deus pedi uma graça
para a luz da realização dos sonhos

E em Deus espero, tudo um dia vai se realizar

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Antes da morte chegar




Se a morte não vinher
E deixar eu chegar lá
Vou amar mais
Sonhar demais
E sentir a louca sensação de viver

Se ela deixar faço uma promessa
Recuperar o que foi perdido
Igual uma criança que reza
Que sonha com um mundo mais bonito

Se a morte vier antes do pôr do sol
Serei a nova luz que vai explodir no universo
A cada dia, a cada manhã
E se ela vier depois do nascer do sol
Serei a lua entre as estrelas a brilhar
E você com ciúmes, ponhe-se a chorar
E no seu quarto ao amanhecer
Nenhuma frecha me deixa entrar

Mas tudo isso de bom
Vai acontecer sem parar
E quando a morte chegar
Estarei pronto para viajar  


terça-feira, 8 de junho de 2010


Eu estava lá, porém me encontrava distante
de quem amava
a inoscência da poesia, atentação de um beijo
o encanto do prazer, parecia sucumbir um mito
uma utopia, entre nós nada acontecia

sábado, 5 de junho de 2010

Um amor que tive


O amor que destilei do seu encanto
embora puro e verdadeiro
é a solução corrosiva
do meu coração curandeiro

E que te faças chamas
a inflamável paixão
mais que não sejas ardente
essa sua razão

de não entender que o amor
é o único fogo puro e atrativo
que de tanto arder causa dor

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nossa canção



Sei que meus caminhos vão ao encontro teu
Mas os seus passos fogem dos caminhos meus
Sigo a essência do poder do teu olhar
Fecho os seus olhos pra não ver os meus chorar.

Sinto um coração que se pôs a declarar
Hoje se esvazia, sua voz se fez calar
Crio uma razão, nova forma de sentir
Pra que seu coração com o meu possa sorrir.

Fale ô meu amor, pois preciso saber
Para que assim eu possa escolher
Vou viver agora a solidão do anoitecer
Para nunca mais me esquecer de você.

Meu desejo incendeia todo o seu ser
Em sua fogueira quero feliz viver
Um redemoinho sopra forte sem parar
O nosso amor é forte, e ninguém pode apagar.

Sigo a esperança em sempre te amar
Onde quer que eu vá, hei de te lembrar.